quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

ABELARDO RODRIGUES – POETA DO BRASIL

ZUMBI
ABELARDO RODRIGUES – POETA DO BRASIL

As palavras estão como cercas
Em nossos braços
Precisamos delas
Não de ouro,
Mas da Noite
Do silêncio no grito
Em mão feito lança
Na voz feito barco
No barco feito nós
No nós feito eu.
No feto
sim,
20 de novembro
é uma canção
guerreira.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

POESÍA DE MARÍA CRISTINA AZCONA - ARGENTINA

MARÍA CRISTINA AZCONA

DIRECTORA EN ARGENTINA DE IFLAC
FORUM INTERNACIONAL DE LITERATURA Y CULTURA DE LA PAZ
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Poema La Oración Del Desocupado
He venido mi Dios a agradecerte
La salud y el amor que me has brindado,
Y los días que he vivido y disfrutado,
Ya que creo en tu bien y no en la suerte.
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Considera que soy joven y fuerte
Para ser albañil desocupado.
Y que merezco ser remunerado
Hasta que me sorprendas con la muerte.
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De rodillas te ruego, por lo bajo…
Que consiga una changa por lo menos.
(Le temo más al hambre que a estropajo).
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Decile a los que aún son patrones buenos
Que si llegan a darme algún trabajo
Pecados que les cuentes serán menos.

domingo, 30 de novembro de 2008

MANOEL DE BARROS – POETA CONTEMPORÂNEO DO BRASIL

MANOEL DE BARROS – POETA CONTEMPORÂNEO DO BRASIL

“ NO OSSO DA FALA DOS LOUCOS TÊM LÍRIOS “

- HOMENAGEM AOS SEUS 93 ANOS : 19 DE DEZEMBRO 2008 -

MANOEL DE BARROS – POETA CONTEMPORÂNEO DO BRASIL-

UM SABIÁ CUJA POESIA ENLOUQUECE A LÍNGUA PORTUGUESA:

MANOEL DE BARROS – POETA CONTEMPORÂNEO DO BRASIL
“ NO OSSO DA FALA DOS LOUCOS TÊM LÍRIOS “
- HOMENAGEM AOS SEUS 93 ANOS : 19 DE DEZEMBRO 2008 -

BIOGRAFIA:
Nasceu em 19 de dezembro de 1916, em Cuiabá, Mato Grosso-Brasil, de nome Manoel
Wenceslau Leite de Barros. Atualmente mora em Campo Grande- Mato Grosso do Sul,
no bairro Jardim dos Estados. É advogado, fazendeiro e poeta. Formou-se bacharel de Direito,
no Rio de Janeiro, em 1941.
É casado com com Stella e tem três filhos: Martha , Pedro e João.
Viveu na Bolívia e no Peru, morou também em Nova York por um ano, onde estudou cinema
e pintura.
Em entrevista disse: “ Exploro os mistérios irracionais dentro de uma toca que chamo “ lugar
de ser inútil”.
BIBLIOGRAFIA :
POEMAS CONCEBIDOS SEM PECADO ( 1937); FACE IMÓVEL (1942); POESIAS (1956); COMPÊNDIO PARA USO DOS PÁSSAROS (1960); GRAMÁTICA EXPOSITIVA DO CHÃO (1966); MATÉRIA DE POESIA (1974); ARRANJOS PARA ASSOBIO (1982); LIVRO DE PRÉ-COISAS (1985- Ilustração da capa: Martha Barros); O GUARDADOR DAS ÁGUAS ( 1989); POESIA QUASE TODA (1990); CONCERTO A CÉU ABERTO PARA SOLO DE AVES (1991); O LIVRO DAS IGNORÃNÇAS ( 1993); LIVRO SOBRE NADA ( 1996- Ilustrações: Wega Nery); RETRATO DO ARTISTA QUANDO COISA ( 1998- Ilustração: Millor Fernandes ); EXERCÍCIOS DE SER CRIANÇA (1999); ENSAIOS FOTOGRÁFICOS (2000); O FAZEDOR DE AMANHECER (2001); POEMINHAS PESCADOS NUMA FALA DE JOÃO ( 2001); TRATADO GERAL DAS GRANDEZAS DO ÍNFIMO ( 2001- Ilustração: Martha Barros); MEMÓRIAS INVENTADAS – A INFÂNCIA ( 2003 – Ilustração: Martha Barros); CANTIGAS PARA UM PASSARINHO Á TOA (2003 – Ilustração: Martha Barros); POEMAS RUPESTRES ( 2004 – Ilustração: Martha Barros ); MEMÓRIAS INVENTADAS I ( 2005); MEMÓRIAS INVENTADAS II ( 2006);

SONETO DA DISTANTE AMADA - VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES – POETA DO BRASIL

SONETO DA DISTANTE AMADA

VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES – POETA DO BRASIL

Esqueceste a nossa canção?
Segue amena, no turbilhão da noite
Ó ingrata, como pode? Como consegue?
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Se a poesia era quem regava nosso jardim
E nossos olhos, enfim, enxergavam além do dia
O que ninguém mais conseguia...
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Rodopiávamos como crianças... Lindos! Soltos!
Acariciando todos os sonhos que imaginávamos haver
Mas de repente, enregelados, perdidos...
Nos encontrávamos, sem um porquê.
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Ah! Distante amada e do meu olhar tão longe
A embrutecer toda a saudade dos nós sem fim
Na madrugada triste da noite fria
Que ainda gela, gela, dentro de mim!

sábado, 29 de novembro de 2008

ANTÓNIO GONÇALVES – POETA DE ANGOLA

A ÁFRICA QUE OBSERVO COM OS DEDOS
ANTÓNIO GONÇALVES – POETA DE ANGOLA

1
A África que observo com os dedos
não é igual àquela que os meus pés ouviram.
Mas continua a produzir ancas secularmente
piramidáis, para pasto e repasto de abutres
intemporais.
2
A África que observo com os dedos
e transporto no olhar, já não usa sandálias
de pele de gibóia, para encantar as kalumbas
do meu tempo. Ela bóia diariamente
em panos garridos de garras ocidentalizadas.
3
A África que observo com os dedos
e nela pouso os meus lábios —Reparo
que não sou eu que a sugo, quando
a vejo gemer entre mãos expansionistas
4
A África que observo com os dedos
deixa-me o cheiro do Nilo na epiderme
e na derme o gosto a pirão azedo.
Mas, ainda respiro as suas marcas púrpuras
como déndém fresco...
5
A África que observo com os dedos
quando acorda, deita uma luz abrasadora
que me acaricia no início de cada jornada.
(Aí o seu charme apaziguador, na dor diária
dos meus irmãos famintos, como eu...)
6
A África que observo com os dedos
África de N’Krumah, Lumumba, Neto e Cabral
foi nascente e será, foz, a réstia continental
que restará do holocausto da nossa
podridão mental. E renascerás ó África!
Então, observar-te-ei não com os dedos
mas com as mãos e o cérebro...

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

CUTI ( LUIS SILVA CUTI )- POETA BRASILEIRO CONTEMPORÃNEO

MAMICE CUTI ( LUIS SILVA CUTI )- POETA BRASILEIRO CONTEMPORÃNEO

Sou daqueles
Que cobram o leite
Derramando.
Vovó que era vaca
Morreu
Seca
E seus bezerros brancos
Agora touros desmamados
Ainda procuram tetas
Para seus rebentos viciados
Sou daqueles
Que cobram o leite
Derramado

E não aceito esmola

Do que me foi roubado.

Livro: "O CHAMADO DAS MUSAS" - Editado em Argentina

Taller Artístico "Alas Rotas- Alitas de América"

PRESENTA:
LIVRO : "O CHAMADO DAS MUSAS"
PÔ-ÉTICA HUMANA: o enigma do recheio
- a arteterapia ao sabor da educação brasileira.

AUTORES: VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES
SILVIA AIDA CATALÁN
EDITORIAL: CREADORES ARGENTINOS

ISBN 978-987-1377-40-4

CDD 615.851 56

Fecha de catalogación: 04/12/2008

Buenos Aires - Argentina

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

ÉLE SEMOG - pseudônimo de Luis Carlos Amaral Gomes-POETA DO BRASIL

ELA FAZ, EU DESFAÇO
ÉLE SEMOG - POETA BRASILEIRO CONTEMPORÂNEO
A treze de maio
Fica decretado
Luto oficial na
Comunidade negra
E serão vistos
Com maus olhos
Aqueles que comemorarem
Festivamente
Esse treze inútil. E fica o lembrete
Liberdade se toma
Não se recebe
Dignidade se adquire
Não se concebe.