quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

GESTIÓN PROF. VANDA L. DA COSTA SALLES- ASSESSORA ALAS ROTAS-ALITAS DE AMÉRICA

TALLER ARTÍSTICO”ALAS ROTAS-ALITAS DE AMÉRICA”

13 de fevereiro de 2008-
GESTIÓN PROFESSORA Y ASESSORA DE
ALAS ROTAS -ALITAS DE AMÉRICA
VANDA L.DA COSTA SALLES

Apresentação no CIEP Brizolão 257 – JOAQUIM DO REGO BARROS

Palestra:
“A ARTE DE APRENDER E ENSINAR LÍNGUA PORTUGUESA E ESPANHOLA”
Agradece a presença do Professores (as):
SANDRA LÚCIA GUEDES
ROSEMERE FRANCISCA SANTANA
AÚREA MARIA da CRUZ RAMOS
DÍDIMO ALVARINO SANTOS
JOSÉ CARLOS HASTENREITER
REJANE OLIVEIRA SANTOS
VERÔNICA FRAGA MEIRELES
WALDINÉA GUIMARAES dos SANTOS
IRACEMA RODRIGUES MERCANTE
ROZANE Mª CARVALHO
VILCINÉA LÓPEZ da SILVA

Se estende a os presentes certificado em qualidade de “OUVINTE”

SILVIA AIDA CATALÁN ----VANDA LÚCIA da COSTA SALLES
Fundadora é Diretora------------------Assessora-Brasil
Rio das Ostras - RJ, 13 de fevereiro de 2008

domingo, 24 de fevereiro de 2008

A PEDRA ANGULAR DA ESQUINA- POESIA

ILUSTRAÇÃO : ÓLEO SOBRE TELA AUTOR: VANDA SALLES
DESENHO LOGO T.A.A.R ARGENTINA-BRASIL AUTOR: PROF. VANDA LÚCIA DA COSTA
DIREITOS DE AUTOR REGISTRADOS I.N.PI

A Pedra Angular da Esquina

Vanda Lúcia da Costa Salles-Brasil

É uma pedra... a escrita

É uma pedra... a leitura

É uma pedra... angular da esquina

A Educação pela paradoxa...

Na pedra... a seiva, e

Pousada a águia ensina

O exercício do vôo...

Firmando na Rocha a palavra

No tempo

Na pintura da vida: crianças arvoram-se

Na aprendizagem...

Eleva-se o Museu da Educação

Por sobre o rochedo íngrime

Na Enseada das Garças

Sonho que a Justiça e a Misericórdia

Aninhem-se amigas..

Alçando o vôo

O desenho se firma... vazando o caminho

Da rampa-patas adentra-se

Às asas-salas envidraçadas.

Norte,

Da população brasileira:

Anísio Teixeira... mestre ímpar,

Camarinha... amigo prodígio,

Darcy Ribeiro... discípulo do sonho ideal...

Índio Pataxó... colorido da Terra,

Luis Carlos Prestes... O grito de alerta,

Maria Engrácia... o devaneio poético,

Nise da Silveira... uma voz na América do Sul

Luíza Nahim... a resistência perfeita,

Oscar Niemayer... o projeto urbanístico

Madre arte!...

E nesse poema que escrevo

Em todo clamor desses direitos humanos

Do povo, primamos

Eu e você... a decisão na escolha

De ir além,

Da “ vida-líquida”!

Alcântara-São Gonçalo, 21.07.2007-19:51

* Poesia que delineia a arquitetura do Museu da Educação, no Brasil. E que se faz urgente. Construída em 21.07.2007, em Alcântara- São Gonçalo, às 19:51 horas.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

DA AULA INAUGURAL DO CES -RIO DAS OSTRAS, da “ALEGRIA” e do Indizível- ANO 2002

Da Aula Inaugural do CES-Rio das Ostras, da “ALEGRIA” e do Indizível
Alunos de entre 18 a 68 anos
Prof. Vanda Lúcia da Costa Salles
Em 1998, transfiro-me para morar no Município de Rio das Ostras (RJ) e continuando com os estudos e pesquisas em prol da Leitura e Escrita, ministro a aula inaugural do atual CES-RO – Prof. Esmeralda de Carvalho, sendo co-fundadora e introduzindo a ARTETERAPIA, como método de ensino, na explanação sobre “ A Poética da Canção na Educação Brasileira”. No ano seguinte (1999), enquanto professora de Língua Portuguesa e Literaturas, leciono um Curso de Arteterapia e Educação, onde construímos um trabalho arteterapêutico. Um óleo sobre tela denominado “ALEGRIA”, produzido por alunos da Segunda Turma de Arteterapia do Centro de Ensino Supletivo de Rio das Ostras, em 2002. Após ser fotografado pelo aluno: Geraldo Plínio Machado, a foto do quadro se tornou capa do meu 3º. Livro: “Diversidades e Loucuras em Obras de Artes - um estudo em arteterapia” (ensaio monográfico publicado em 2002), Monografia apresentada em agosto de 2000 à Diretoria de Projetos Especiais da Universidade Candido Mendes, como requisito parcial para a objeção do título de Especialista em Arteterapia em Educação e Saúde, com orientação do Dr. Alexandre do Amaral Ribeiro. Nesta obra, falamos sobre Qorpo-Santo, Bispo do Rosário e Gentileza (artistas brasileiros representantes dos séculos XIX e XX, respectivamente, que foram enlouquecidos no social) e ousaram “através de suas singularidades pensar o impensável: a exclusão social no seio da sociedade brasileira. E nos legaram o direito de pensar, se a Literatura, a Arte ou a Arteterapia não redimensionam o humano em nós, chega mais longe quem sonha com a possibilidade. “(SALLES, 2002, pp.67-8)“.

DO LIVRO “ NO TEMPO DISTRAÍDO” ANO 2001

DO LIVRO “ NO TEMPO DISTRAÍDO” Prof. Vanda Lúcia da Costa Salles
Num processo arteterapêutico vivencial, concebi em três meses o livro No Tempo Distraído ( criado em 1999 e publicado em 2001), com o objetivo de parodiar o mundo contemporâneo pós-indústrial e o seu projeto de alfabetização transnacional. O que nos faz indagar emocionada, no livro: ª qual o limite entre a linguagem e o silêncio? E qual seria o caminho arriscado da verdade? (SALLES, 2001, 43)ª. Dinamizar as relações interpessoais, o nó basilar, nos espaços tanto público como privado, para a importância de ser um ser em constante descoberta de si e do outro.

LEITURA E ESCRITA – Uma questão de cidadania? *

LEITURA E ESCRITA – Uma questão de cidadania? *

Profª. Vanda Lúcia da Costa Salles

Sabemos que a Educação tem por primícias três objetivos fundamentais: formação científica, formação política e formação filosófica. Estes são os pilares onde a palavra se corporifica e nos instiga a apropriação do saber, saber que é poder e também é um instrumento de trabalho e necessário a produção.

Sem a palavra não há conhecimento real e a comprovação disso é a dialética.

Assim vos indago: Leitura e Escrita - é uma questão de cidadania? Em o Banquete de Platão, Sócrates (séc. IV a.C.), patrono da filosofia e da psicologia, fora convidado a falar a respeito do Amor e assim iniciou argumentando: “Falarei do meu jeito”. O mesmo Sócrates aparece em Cratilo ou da Exatidão das Palavras convidado por Hermógenes e Cratilo a colocar a sua idéia, ele diz a Hermógenes um provérbio antigo: “As coisas belas são difíceis”. Sócrates ensinava através de poesia, da ironia, de provérbios, dos trocadilhos, do verdadeiro humor.

Partejava idéias, dizia ele, para impedir o Alienus.Convidaram-me a falar a vocês sobre Leitura e Escrita- Uma questão de cidadania ?

Antes de mais nada devo dizer a todos que a dúvida e o erro foram os meus companheiros nessa empreitada que coube-me. Portanto, não tenho a verdade porque a verdade é de todos e para todos. Ela é uma construção humana, eticamente humana. Na realidade, venho falar sobre duas paixões, convenientes a humanidade e que contém em si, muitas outras paixões, são elas: o Amor e a Ambição, dois sentimentos paradoxais. E para firmar a dialética, também falarei sobre a importância da inconveniência, isto é, do meu desejo de ser inconveniente. Ou melhor: da questão da Leitura e da Escrita e de se pensar a seletividade social e de suas práticas no sistema escolar, na tentativa de buscar decifrar a História social do poder. Com quem está o Saber (o verdadeiro poder)? A crise anunciada na Educação Brasileira é verdadeira? Real ou fabricada por uns tantos que teimam em malversação de verbas públicas? Conseguir responder isto é belo. Difícil até, mas não impossível. Portanto, convido-vos a olhar a vida, este momento, com olhos de poetas. Na tentativa de afastar a coisifiçao embutida em nosso salário de professores públicos, forçando-nos a penetrar nas camadas da invisibilidade social. Isto é, o apagamento da cidadania. Para alguns o que falo é sobre despolitização, para outros, política . Para uns mais ousados, de politização da linguagem. Para os intimistas cotidianos, poética da vida.

Isto é ótimo de se pensar. Conforme o dizer de Mário Quintana, em seu Movimento em Poesias: “A poesia é um ato de posse por isso os poetas fazem poesias na cama”. Está certo o poeta, afirmo-vos que toda essa escrita e leitura minhas foram feitas na cama. Encantada, pensei que estaríamos fazendo poesias, em infinita grandeza. E talvez, respondêssemos a indagação posta por Adorno:

A grandeza da obra de arte é revelar o que a ideologia oculta? A imagem que se forma em nossa mente, quando pensamos em leitura e escrita, é a de um livro. Alguns mais criativos, serão capazes de nomeá-lo e até imaginá-lo aberto. Outros, alguém lendo ou escrevendo. Com certeza, com imenso prazer. Automaticamente, estamos gravando, delineando uma identidade. Na linguagem e pela linguagem.

E dessa pessoa, independente de preferência sexual, credo ou raça, podemos afirmar numa interpretação de leitura social que é humana, curiosa em saber, compenetrada, humilde mas também possui acentuada dimensão da significação humana, que é a de se colocar arte na vida: de humanizar-se. A sua sensibilidade está aflorada, consciente ou inconsciente, o que mais deseja é conquistar esse instrumento de politização do homem: a palavra. Optando pela palavra Livro, que em sua origem grega, significa biblíon e é geradora da palavra Bíblia. E ainda, em nossa imagética, abrirmos o grande livro em João 8:32, lá encontraremos: “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Desmembrando o significado da palavra verdade teremos: virtude,iluminação, conhecimento= poder=saber.Todo conhecimento é uma cifra. De cifra, traduzimos: zero explicação ou chave duma escrita enigmática ou secreta. Então, cabe a nós decifrar o meio. “Só o conhecimento vos libertará, ora, segundo Augusto Meira – renomado advogado e professor”, “ toda liberdade é um direito, como todo direito é o exercício de uma liberdade”. Assim também argumentava essa tese o filósofo Aristóteles quando pregava “ Todo homem tem desejo de saber “. Escolhendo a palavra “todo”, que significa qualquer, teremos portanto, qualquer homem sonha com o poder, que é liberdade de saber. Escrever é cifrar um enigma na angústia do silêncio. Ler é decifrar, então, o que vem do centro da forma. Farias Brito em seu discurso “Filosofia e Poesia” argumenta :” Há momento em que um só homem concentra em si a totalidade das emoções que constituem a vida da humanidade: é quando uma grande idéia revoluciona o seu ser”. Senhores professores, eu vos convido a revolucionarem-se. Invadam as bibliotecas de suas escolas. Façam delas um espaço, no tempo e em tempo, para os seus alunos reconstruírem os seus conhecimentos num diálogo intersubjetivo, com subsistência, inteligência e liberdade. A construção do conhecimento humano é cidadania, portanto, discuta com os alunos o uso da opção de escolha. Dê-los liberdade para ir ao texto, quando, onde, como quiserem. Agucem a possibilidade de um encontro com a língua e a cultura, desdobrem-se além dos interstícios da sensibilidade. Entreguem-se ao prazer da descoberta contida num luminoso olhar de criança deslumbrada. Faça da paixão de ensinar a sua arte. Faça de sua profissão um meio para a arte politizada: deixe a criança conquistar a sua palavra, mas com ética. Lembre-a que a cidadania é um exercício cotidiano entre pessoas humanizadas. “ Aliud cedidit in terram bonam, et natum “, “ Ecce exiit qui seminat, seminare”, pregava Padre Antônio Vieira em seu Sermão da Sexagésima, mostrando-nos uma profunda diferença entre o semeador e o que semeia. Pois, se caia o trigo na terra boa e nascia é porque com êxito semea o semeador.Agora, imaginando estar numa biblioteca escolar e lá abrindo o livro do poeta Carlos Drummond de Andrade, cuja poesia fala sobre A Significação da Palavra, encontraremos os encantadores versos : “chega mais perto e contemplas as palavras/ Cada uma tem mil faces secretas sob a face neutra/ E te pergunta sem interesse pela resposta, / pobre ou terrível, que lhe deres / Trouxeste a chave ?”. E eu vos pergunto professor, mestre, educador: usas a chave? Qual o uso que faz de sua Alteridade? De que maneira o sujeito em ti, dialoga com a língua e a cultura? * Palestra proferida aos professores no dia 19.10.1998, no CIEP BRIZOLAO DO BARRETO (Polo Pedagógico), em Niterói-RJ/Brasil; a convite da Orientadora Profª. Maria Madalena Rocha.

INTERCOMUNICAÇÃO - Poesia PROF.VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES

DISENHO LOGO: ALAS ROTAS-ALITAS DE AMÉRICA
AUTOR: VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES, BRASIL
DIREITO AUTOR REGISTRADO T.A.A.R
INPI - ARGENTINA-
INTERCOMUNICAÇÃO
De: Vanda Lúcia da Costa Salles
Em 30.07.07
Declamar ao som de Guitarra Mia, de Ana Gabriel
A rosa vermelha desabrocha
Sinta o suave perfume que se espalha
Dizem, há um novo nome no ar...
Tome as minhas mãos em tuas firmes mãos e agasalhe-se
Nessa ternura de mãos se encontrando
Em tempo.
O toque mágico se faz imensamente humano e natural
Espontâneo
Justo
Para o efetivo exercício de Justiça e Cidadania
Ó asilado! Ó refugiado!
Bem-vindo a casa, se for a escolha
Paz! Apenas, paz!
===================
Ah! Deus dos Injustiçados,
Abra as portas da Esperança
Para os 30 milhões em refúgio no mundo
Que o planeta se erga dos escombros da indiferença
E todos encontrem abrigo... um lar... sua família.
Que a exploração econômica sórdida não faça parte
Dos acordos e pactos trabalhistas
E se apague das mentes esse absurdo:
Perseguição por origem étnica?
Nunca, nunca mais!
======================
Ó irmão cigano! Ó irmão Curdo! Ó irmãos no mundo!
Quero vê-los e as suas mulheres e filhos...
Sorrindo,
Plantando,
Colhendo
Nessa Terra o alimento farto
Do solo,
Que por direito é de todos.
- Justiça é o novo nome da Paz!
=====================
Na América Latina mais do que nunca
Sejamos Humanistas. É preciso!
Aos conflitos internos, resolvê-los
E congraçarmos cooperativos
Em prol da Democracia.
Ah! Meu Brasil – lugar de encontros fecundo
De acolhimento,
De asilo,
De refúgio,
De solidariedade.... a
o refugiado
Étnico,
Religioso,
Sem fazer restrição a convicção política
Tendo por base o respeito ao livre pensar.
===================
Ó Meu Brasil!
Enquanto ser desejante... desejo de ti
Medidas práticas para proteção aos refugiados
Estatuto de Refugiados efetivo
Informação e conhecimento preciso e coerente.
Instituições que os orientem a procurar
O Estatuto de Refugiado... sem medo, sempre.
Criar setor da Administração Pública que os apóiem
A ser cidadão de fato e de direito
Nessa terra,
Nesse chão tropical.
======================
Ó asilado! Ó refugiado!
Tome as minhas mãos em tuas mãos e agasalhe-se
As dores do mundo... podemos curar.
É difícil a luta! Mas, não impossível!

ARQUEOLOGIA DA LÍNGUA OU DA BIOECOLINGUÍSTICA

ÓLEO SOBRE TELA - TURMA 513
(Trabalho de Arteterapia construído por alunos de 13 e 15 anos, do C.M.I.B.O, no Jardim Catarina-São Gonçalo/
Em aula de Língua Portuguesa e Artes por Vanda Salles)
ARQUEOLOGIA DA LÍNGUA OU DA BIOECOLINGUÍSTICA
DE: VANDA L. DA COSTA SALLES
Uuuuuuuh!!! Uuuuuuuh!!! Uaaaaaah!!!
O mar bravio salga
Ressaca
Na pele... Os destroços
Dos navios: A Comunidade Planetária vaga
Sem consciência lingüística
Mas sei... E pelo que sei,
Você gosta de mim.
De que significa ser humano
E ter o Dia Mundial da Língua
Nos projetos e pactos: Há falta...
De vontade política... E decisão econômica.
Na era da comunicação global
Somente dois papagaios amazônicos
(Lendas vivas de Rachel Berwick )
Indagam, repetitivos:
- A quem chora a Última Flor do Lácio?!
Rio das Ostras-Brasil, 11 de Julho de 2007
(Trabalho de Arteterapia construído por alunos do
C.M.I.B.O, no Jardim Catarina-São Gonçalo/Brasil,
Em aula de Língua Portuguesa e Artes por Vanda Salles

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

HINO À LÍNGUA PORTUGUESA - INTERTEXTUALIDADE E INTRATEXTUALIDADE

Prof. Vanda Lúcia Da Costa Salles e Alunas
Hino á Língua Portuguesa
(Acrílica sobre tela)
Ano 2006- Turma 1004
CIEP 257 -Rio Das Ostras
Brasil
HINO À LÍNGUA PORTUGUESA

De: Vanda Lúcia da Costa Salles
E alunos da turma 1004/2007 do Ciep 257,
Em Rio das Ostras- um trabalho arteterapêutico.
“À educação pela paradoxa dá forma a consciência poética”. Kátia Gonçalves Rocha
Pois eu, Minha Senhora D’Alfaya
Eu queria escrever-te uma carta de amor
Mas o verdadeiro amor onde se esconderá?
Guerrilheiros silenciar? Isto é uma injustiça!

Eu canto porque o instante existe
Junto a mim... os meninos à volta da fogueira
Vão aprender coisas de sonhos e de verdades
E os que lêem e os que escrevem, sabem
São línguas do amor os meus versos
E estão a arder no meio do caminho
Sabeis: todo caminho é belo se cumprido
Ficar no meio é que é perder o sonho
Por quem trovei e a que um dia
Sabeis notícias do meu namorado?
E as minhas mãos já não escrevem e os poemas
Culpa, é senhor, guardar amor constante
Ah!... Alma minha gentil, que te partiste
Verás o dia 7 de setembro, em Paris.
E as cantigas do pobre caminhante
O corpo de estatura um tanto esbelta e,
A sabiá... Eu quero ouvir na laranjeira,
À tarde! Brasil do devagar tão de repente
Mas onde canta o sabiá?
N’os braços da pátria amada, será?
N’os olhos, em que o Amor reinava, um dia?
Naquele arbusto o rouxinol suspira
Ah! Este inferno de amar – como eu amo!
Seu perfume exala a flor, Oh! doce encanto
E a bela que eu amava dirá:
Cantem poetas o poder romano, pois
Amanhã... entoaremos hinos à Liberdade.
Os antigos sabiamente pintaram o Amor
Na figura de um índio o mais gentil
Ubirajara! Iracema! Nas mãos traziam arco com suas setas
E ela, Dom Casmurro, A Última Flor do Lácio...
Tão bela!
Tornou-se a deusa dos bailes, a musa que impera
E eu sou aquele que os passados anos,
No Tempo Distraído crê, meu bem
Educação é poder ler o que está a nossa frente
Afim, enfim,
Todos pela Educação... E nós também!

Intertextualidade: Poesía Alfabetização- Autor: Vanda Lúcia Da Costa Salles

Foto: "CURUMIM FALOU"- PRAIA DO CENTRO - RIO DAS OSTRAS Autor: Silvia Aida Catalán Registro Autoral I.N.P.I - T.A.A.R ARGENTINA
Alfabetização
Curumim* falou
que a floresta pia
pássaros livres...
Imaginem !!!
Imaginem !!!
Se povo... Ave !!!
DO LIVRO "As Asas de Emmanuel”