terça-feira, 25 de março de 2008

AERA - REVISTA LITERARIA DE POESÍA Y NARRATIVA

AERA

Revista literaria de poesía y narrativa

http://es.groups.yahoo.com/group/AERArevistadepoesia

AERArevistadepoesia@yahoogroups.com

hará la apertura de su ciclo 2008 en la sede de la S.A.D.E., Uruguay 1371

salón auditorio tercer piso, el viernes 28 de marzo, desde las 20.30 horas,

con la participación de los siguientes poetas:

Dentro del ciclo "AERA con los poetas de las provincias":

Mónica DA LUZ

Presentación de su libro CAMINO AL SUR,

a cargo de Silvia Long-Ohni y Alejandro Drewes

y los poetas invitados:

Isabel LLORCA

Cecilia ORTIZ

Presentación de su poemario LIBRO SECRETO

a cargo de Alejandro Drewes

Roxana PALACIOS

::::::::::::

Luego de las lecturas de apertura, habrá micrófono abierto....

Como siempre, los esperamos

Alejandro Drewes

drewes@arnet.com.ar

Silvia Long-Ohni

long-ohni@arnet.com.ar

Coordinadores

Lecturas de AERA en la SADE 2005-2008

segunda-feira, 24 de março de 2008

DESDE MÉXICO LIVIA DÍAZ- UM SINAL DE AMOR E PAZ!

Este dibujo fue realizado especialmente para este poema por el artista plástico pozarricense Ehivar Flores.

Stellium...

Autor: Livia Díaz

Traducción: Regina Sant' Anna
Dois céus opostos se beijaram ontem
um o clarividente e outro sagrado com vinho da igreja
Farândula sem roupa e rasuradas teclas
numa música muda que se guía
pelo pentagrama do diabo
e em meio a nada a testemunha
Protegida no seu refúgio artificial desenhando o
natural
de horizontal verticalista com luvas
Originais espalhadas de um passado assombro: uma
manhã apropriada
e olhos suficientes pra ler mal o que estava bem
escrito no meio cresce sem censura o gigante da
incompreensão
com suas chaves de dúvida que abre
abre sem pedir licença porque assim podem suas mãos
e a paissagem enfarinhada se filtra pelo seu destino
o deixa branco, mole e fedorento, o pó
não estava considerado nos seus presentimentos
para o são juizo de todos os endividados
Ambos céus
instalaram um assento em forma de fé
Qualquer um pode possuir seus atributos
nenhum sai ganhando. A rede que domina a gravidade
pés para baixo com a cabeça ao norte do algo que os
guia.
Eu me oponho -disse, sem ser ouvido
o único astro que ficara de pé.
E os pequenos seguiam caindo mortos sob suas asas
e do pó o único Fênix
cada vez que nascía era domesticado.

==============

STELLIUM

(Según auitus Garseius, en latín el Oxford Latin Dictionary tiene recogido "stellio" el cual significa hombre malvado. Dicha consulta la ha realizado Auitus Garseius)

Traducción al Latín de Javier Fran

Duo oppositi caeli osculati sunt heri,

Clariuidens alterum et alterum Ecclesiae

uino consecratum

Histriones sine uestibus et rasi malleoli

In quadam muta musica quae pergebat

Per Diaboli diapasone.

In medio autem nihilum testis

Sua artificiosa testudine munitum naturalia delineat

Velut horizontalis digitabulis uerticalistes .

Qualia horizontalia uerticalistica cum chirotecis

Originalia annosa stupefactione sparsa:

Propitium mane

Et oculi sufficientes ad male legenda quae bene scripta erant.

In medio animi surditatis gigas sine censura crescit

Cum suis dubitationis clauibus quae reserat,

Cum suis dubitationis clauibus reserans,

Reserans non rogata licentia, quia ita suae manus ualent.

Et farinosus prospectus per eius fatum meat,

Eum candidum, mollem odorosumque efficit,

puluis enimIn suis praesensionibus non considerabatur

Omnium debitorum menti sanae.

Ambo caeliFideiformem sedem statuerunt.

Alterutrum possidere eius propria potest

possidere eius propria potest

Neutrum uictor discedit. nemo victor discedit.

Rete grauitatem suspendens utrumque

coercet

Rete quod gravitas dominatur utrumque

coercet

Ungulis deorsum ac capite in

septentrionem cuiusdam rei eosdem

ducentis.

Obsisto, nemine auscultante dixit

Unum astrum etiam tunc stans.

Et paruuli nihil intermittebant quin necati

caderent

Et e puluere solus phoenix

Quotienscumque nascebatur domitabatur.

http://lapoesianosevende.blogia.com//2008/032003-stellium.php

domingo, 16 de março de 2008

PARA SEMPRE -POETA JULIANA RAMOS (PALAVRAS COM AMOR E BATER DE ASAS)

PALAVRAS A JULIANA, COM AMOR E BATER DE ASAS

“Mira sempre o céu.
Axé veja-se obscuro,
longe… no alto,
os astros sempre brilham”
Silvia Aida Catalán Y ASSESSORES

PARA SEMPRE
Não posso promete que para sempre serei nova,
ou que para sempre serei de sobra bom humor com as coisas da vida.
Não sei, como ninguém sabe, por quanto tempo ainda estarei alerta,
e talvez até meu amanhã não exista, como na verdade não existe para ninguém.
Nunca serei capaz de medir o tempo, valorizar a força do vento
ou mesmo descrever as belas coisas que o mundo me apresenta.
Todos os dias quando acordo e desperto para um novo amanhecer.
Nem mesmo posso explicar porque as pessoas sofrem.
Eu apenas entendo...
Não posso definir com exatidão a beleza do vôo de uma borboleta
ou sabor de andar de bicicleta numa tarde de domingo.
Sorvete de morango! Bolo de laranja com calda de chocolate!
A primeira impressão de uma criança diante da vida...
Não conseguiria, nem se desejasse, fazer parte de um cometa
entender porque tão distantes são os planetas,
ou porque a margarida a pesar de não ter cheiro, é uma linda flor.
o amor é quente, a solidão é fria, a dor é angustiante,
A vida dura um só instante...
Eu apenas sinto...
Sonhos existem como límpida água de purificação!
O melhor amigo é sempre o que amamos mais!
Estar em paz é um estado de consciência!
E a felicidade não é aparência ...é alma!
O dia é sempre bom quando estamos amando!
A vida é sempre mais leve quando estamos cantando...
E fazer o se gosta é o elixir da juventude!
Muitas são as virtudes ...poucos os que as tem e usam!
A vida passa, a tristeza passa, só as palavras não!
Eu apenas vivo...
Que palavras tenho escrito em minha vida?
Palavras de alegria, dor o medo?
Que segredos tenho mantido escondidos? De mim!
Que lugares em meu coração eu não tenho visitado?
Por quanto tempo estaremos parados, vendo a vida passar?
Passar apenas ....
Para sempre ...
AUTOR: JULIANA RAMOS - BRASIL
AVE MARIA
Ave Maria cheia de graças…
Seu amor doce não passa
Tu és cheia de luz.
O senhor é convosco...
Ele abençoa teu rosto
Faz-te anjo divinal.
Bendita sois vós entre as mulheres...
De teu corpo ninguém conheceu a pele
Assunta ao céu como viéreis.
Bendito é o fruto do vosso ventre Jesus...
Que lhe encheu de luz
E formou a história que a todos seduz!
Santa Maria, mãe de Deus...
Que para a vitória se deu
E ama hoje os filhos seus.
Rogai por nós pecadores...
Para que não vejamos horrores
Por tanto esquecer o amor.
Agora e na hora de nossa morte...
Velai por nossa sorte,
Lembrai-vos dos filhos seus!
Autor:Juliana Ramos

NUNCA SÉ, LA ÚLTIMA PALABRA- AUTOR VANDA.L. DA COSTA SALLES -INTERTEXTUALIDADE, LIVRO OBERTURA

NUNCA SEI, A ÚLTIMA PALABRA
"PARA LATUF MUCCI E SILVIA AIDA CATALÁN"

Decifrando ondas sabedoras de praias
construo convites à ilhas fantásticas
talvez o mistério seja apenas um modo
de curvar seu rosto ao sonho.
Em Saquarema !
Mas sei que nunca sei,
a última palavra.
Meu unicórnio ferido processa o fruto
deixando-me um fragmento de múltiplos espelhos...
elos da magnética-palavra –
AMOR,
surgindo do mais profundo
Falo desnuda com pele enamorada
digo em línguas portuguesa e espanhola:
somos poetas, vozes diretas
de nossos povos latino-americanos
Oh! América Latina!
Assumo que renovo minha palavra
que nunca guarda amarras,
elas são rápidas,
tais pássaros ou formas aladas
entretanto,
eis-me aqui, cega de ausências
mas com flores despertas
por inóspitas travessias
com mãos inquietas
tecendo enigmas do poemas!
Autor: Vanda Lúcia Da Costa Salles
Tradução: Silvia Aida Catalán
Do Livro: “AS ASAS DE EMMANUEL”
NUNCA SÉ, LA ÚLTIMA PALABRA

"Para LATUF MUCCI y SILVIA AIDA CATALÁN"
Autora: VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES

Descifrando olas sabedoras de playas
construyo invitaciones a islas fantásticas.
Tal vez el misterio es apenas un modo
de curvar su rostro al sueño...
En Saquarema!
Mas sé que nunca sé,
la última palabra.
Mi unicornio herido procesa el fruto
dejándome un fragmento de múltiples espejos...
Eslabones de la magnética-palabra:
AMOR,
surgentes desde lo profundo.
Hablo desnuda con piel enamorada
digo en lenguas portuguesa y española:
somos poetas, voces directas
de nuestros pueblos latinoamericanos.
!OH, Latinoamérica!
Asumo que renuevo mi palabra
que nunca guarda amarras,
ellas son prontas, tales pájaros o formas aladas.
Entonces,
¡heme aquí, ciega de ausencias,
mas con flores despiertas
por inhóspitas travesías,
con manos inquietas
hilando los enigmas del poema!
15/03/2008-às 16:29 horas.
Autor: Vanda Lúcia Da Costa Salles
Traduçao: Silvia Aida Catalán
Del Libro "Las Alas De Emmanuel"

quinta-feira, 13 de março de 2008

ITALVA -A Adelino de Sales Ferreira (meu avó paterno)- in memoriam

OBRA: "Orquídeas" ILUSTRAÇÃO: Óleo e metálica sobre tela

AUTOR: Vanda Lúcia da Costa Salles

FOTO: Adelino e Maria Rocha DOMINIO:TA.A.R

ITALVA

"A Adelino de Sales Ferreira (meu avó paterno)- in memoriam"

De: Vanda Lúcia da Costa Salles

Princesa,
És Pedra Branca no nome, Indígena guerreira
Em terras tropicais no interior do meu Brasil
Tão hospitaleira! Tão enluarada!
Mestiça filha desse país também mestiço em sua história
Apesar dos preconceitos
A que está ainda por ser escrita.
De campos largos, gado bovino, capim verde de desejos...
E murucututus ressabiadas.
Se penso atravessado e sou do devaneio,
Hoje sei,
Mais que o silêncio mais profundo e arretado
É que bebi de tuas águas e na remagem
Desse Paraíba rio caudaloso e ágil
( em que criança afoita brincara vera,
não sabendo nada do nado ),
Quase morri... Na aprendizagem.
Prendo a memória, desnudo a saudades
Vejo-me na Rua Coronel Luis Salles- antigo propínquo
Na antiga casa do velho Binoca. Maricota na porta
Assuntando esperta
Fogão de barro, tacho na lenha, doces na lata
Coqueiro alto, jabuticabas, lima da pérsia,
Carambolas tantas.
Manga-espada, rosa e carlotinha
Vizinha turca, moçárabe Salvador espiando na cerca
Galo pulando, galinha poedeira e ciscadeira d’angola
Pato, ganso e marrecos bravos corriam soltos.
E eu sítio à fora descobrindo coisas,
Tesouros piratas...
Inventando artes, contos da carochinha e encontros com ETS
============
Fugia da mula-sem-cabeça e do Papão ao escurecer
Na escrivaninha, cadeira alta de negror verniz
Tão absorto, vovô escrevia... parava...lia
Pousada a pena, olhava-me, piscava um só olho
E eu ria... ria... ria enamorada
Por aqueles olhos azuis, lindos! Amorosos!
Nas mãos uma suculenta manga-espada
Madurinha. Com pintinhas pretas no verde amarelecido
No canto da boca... eu entornava o mel do caldo...
Fascinada.
==============
-Posso entrar cumadre?!
Tios e tias adentravam à casa
- Angu na mesa!
Respondia vovó e ajeitava o peito e tremilicava
==============
Os olhos verdes.
Primos e primas, inúmeros, mostravam às línguas
Beliscavam, fingiam choro... um agouro!
E eu nem te ligo!
Pois, só eu nascerá na casa dos meus avós!
============
A cristaleira com prendas raras e bibelôs
Miniaturas japonesas, italianas, francesas
Coisas de colecionador, diziam todos.
Na escrivaninha: tinta, tinteiro e um mata borrão
A pena fina... Pavão?
=============
Papéis de carta, um belo lacre e um sinete de algum barão.
Livros, ah! Livros tantos... o meu deleite
Ao seu redor, eu encantada com o que fazias
-Meu Xipi-gato! Cabelinho de pixaim! Bostinha de rola!
E afagavas tão carinhoso meus pensamentos
Enternecidos,
Que só pensava “Quando crescer vou me casar com você!”
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Você se foi tão de repente e com tamanha dor
Que dos teus olhos azuis firmes e profundos
Em minha mente e de minha mente
Eu não consigo tirar os meus amouriscados olhos
Mas o que resta agora e sempre
È a bela mensagem do teu imenso e fraterno amor
E esta fé inabalável que não me larga
E não arreda pé de minha vida... tão plena de sua presença.
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Naquele dia em que nasci... Vi o Paraíso
Forte chovia. Relampejava até
Mas Deus sabia o que fazia, em seu jeito lindo de se
Uma quarta-feira de abril, aos 25 de 56
Eu te encontrei, por fim... minha criança
Foi você que me tornaste poeta... Vermelha flor
Um beijo leve nessa careca, onde estiveres
Ò meu grande e eterno amor!
Livro: " AS ASAS DE EMMANUEL" Em 26.07.07